Mulher é encontrada morta em Astolfo Dutra; companheiro é preso suspeito de feminicídio
- GUIA MIRAI

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Por Guia Miraí
Uma mulher de 46 anos foi brutalmente assassinada na madrugada desta terça-feira (17) no bairro São José, em Astolfo Dutra, na Zona da Mata mineira. O crime é investigado como feminicídio. O principal suspeito é o companheiro da vítima, que inicialmente havia fugido, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar horas depois.
A ocorrência foi registrada na Rua José Menezes Pereira, após denúncia de que um homicídio havia ocorrido no imóvel. Apesar de indícios de que o crime tenha acontecido por volta das 4h46, a PM foi acionada apenas no meio da manhã. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma das portas da residência aberta. A equipe entrou pela cozinha e localizou a vítima caída de bruços no chão.
A mulher foi identificada como Iara da Silva Martins Silva, de 46 anos. Segundo as primeiras informações levantadas no local, ela teria sido violentamente agredida dentro do banheiro da casa. Há indícios de que o autor tenha batido a cabeça da vítima contra o vaso sanitário até quebrá-lo, demonstrando a extrema violência do ataque.
Imagens de câmeras de segurança de um vizinho mostram o suspeito — companheiro de Iara — deixando a residência de bicicleta pouco antes das 5h da manhã. Após diligências, ele foi localizado e preso no bairro Granjaria, em Cataguases. De acordo com a Polícia Militar, o homem, de 31 anos, estava alcoolizado no momento da abordagem e foi encaminhado ao Hospital de Cataguases para a realização de exames médicos.
A corporação informou ainda que a motivação do crime permanece desconhecida. O suspeito deverá ser ouvido formalmente somente após recuperar a sobriedade.
A perícia técnica da Polícia Civil realizou os trabalhos no local, recolhendo vestígios que possam esclarecer a dinâmica do homicídio. O corpo da vítima foi liberado para a funerária após os procedimentos de praxe.
O caso segue sob investigação como feminicídio — crime caracterizado quando a mulher é assassinada em razão de sua condição de gênero, frequentemente no contexto de violência doméstica ou familiar. A polícia busca agora reunir provas e depoimentos que ajudem a esclarecer as circunstâncias e o que teria levado ao assassinato.









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