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Menina de 7 anos é encontrada desacordada após passar a noite trancada em escola em MG; A mãe foi presa

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Um caso grave envolvendo negligência e possível abandono de incapaz está sendo investigado pela Polícia Civil após uma menina de 7 anos ser encontrada desacordada dentro de uma escola particular no bairro Turmalina, em Governador Valadares, no leste de Minas Gerais.


Segundo as informações iniciais, a criança passou a noite inteira trancada dentro da sala de aula após ter sido esquecida por funcionários da instituição. O caso ocorreu após uma atividade escolar realizada na noite de quinta-feira (9), quando, ao final do evento, a unidade foi fechada sem que a presença da aluna fosse percebida.


A menina foi encontrada na manhã de sexta-feira (10) por um funcionário da escola. De acordo com relatos, ela estava presa a uma grade de janela e apresentava sinais de desmaio, além de ferimentos pelo corpo.


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e encaminhou a criança a um hospital da região. Exames médicos iniciais apontaram a presença de lesões físicas, inclusive na região genital, além da ausência de peças de roupa.


Apesar da gravidade inicial, avaliações clínicas posteriores indicaram que não houve ruptura do hímen. O Conselho Tutelar informou que a criança está estável, mas permanece internada sob observação.


A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ocorrido, incluindo a conduta dos funcionários responsáveis pelo fechamento da escola. O caso está sendo tratado como abandono de incapaz, crime previsto no Código Penal brasileiro.


Além disso, as autoridades buscam esclarecer a origem das lesões encontradas no corpo da menina e se houve outros tipos de violência.


Prisão da mãe


Outro desdobramento do caso foi a prisão da mãe da criança, uma mulher de 30 anos. Em depoimento, ela afirmou ter percebido a ausência da filha, mas demorou cerca de 24 horas para procurar ajuda, acreditando que a menina poderia ter fugido — comportamento que, segundo ela, já teria ocorrido anteriormente.


A mãe também relatou que a filha possui diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e não faz uso de medicação.


O Conselho Tutelar acompanha o caso e reforçou que a prioridade é garantir a segurança e o bem-estar da criança. Já a Polícia Civil segue com as investigações e aguarda resultados de perícias complementares que possam esclarecer todos os detalhes do ocorrido.


A escola envolvida ainda não teve sua responsabilidade totalmente esclarecida, mas poderá responder judicialmente caso seja comprovada negligência por parte de seus funcionários.


O episódio chama atenção para falhas graves nos protocolos de segurança em instituições de ensino, além da importância da responsabilidade compartilhada entre escola, família e autoridades na proteção de crianças.


O caso segue em investigação.

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