JUROS ALTOS AUMENTAM A INADIMPLÊNCIA DE PEQUENAS EMPRESAS, QUE BUSCAM MAIS CRÉDITO PARA OPERAR
- GUIA MIRAI

- 8 de jul.
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Em meio à escalada dos juros no Brasil — com a Taxa Selic alcançando 15% ao ano, o maior patamar em 19 anos — a busca por crédito por micro, pequenas e médias empresas não para de crescer. No entanto, essa crescente demanda por recursos financeiros para impulsionar o crescimento das empresas traz consigo um efeito colateral preocupante: a inadimplência.
Em maio deste ano, a inadimplência nas pequenas empresas atingiu o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC). De acordo com dados do BC, esses negócios somaram R$ 1,179 bilhão em empréstimos, um aumento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse montante representa um financiamento utilizado principalmente como capital de giro, utilizado pelas empresas para cobrir suas dívidas, mas a alta nos juros tem tornado esse crédito cada vez mais caro.
Com o aumento dos custos do financiamento, muitas dessas empresas enfrentam dificuldades para arcar com suas dívidas. Como resultado, uma parcela crescente das pequenas empresas começa a apresentar altos índices de inadimplência, uma vez que não conseguem cumprir com as obrigações financeiras.
Além disso, com o alto custo das dívidas, essas empresas estão em busca de novos recursos para manter a operação funcionando. Porém, a combinação entre juros altos, inflação e a redução no consumo dificulta as vendas e acelera o número de empresas que recorrem ao processo de recuperação judicial.
O cenário é desafiador para as pequenas empresas, que enfrentam um dilema: buscar crédito para continuar operando, mesmo com as altas taxas de juros, ou enfrentar o risco de não conseguir pagar suas dívidas e entrar em inadimplência. Essa situação tem gerado um aumento na procura por soluções de recuperação financeira, mas o caminho ainda é incerto, visto que a inflação alta continua a pressionar as finanças dessas empresas.
Em um momento de incertezas, a recuperação judicial se tornou uma alternativa para muitos empresários, mas isso significa também enfrentar uma nova fase de desafios e custos adicionais. O que se vê é um cenário complexo, onde o equilíbrio entre crescer e manter a saúde financeira das empresas está cada vez mais difícil de alcançar.
GUIA MIRAÍ
(com informações de O Globo)









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