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IPVA PARA BICICLETAS? A POLÊMICA E O ESCLARECIMENTO DO GOVERNO SOBRE O CASO

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 2 de jul.
  • 3 min de leitura
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Nos últimos dias, um boato começou a circular amplamente nas redes sociais, gerando grande confusão sobre a possibilidade de cobrança de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para bicicletas em todo o Brasil. A história, que alegava ser uma iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou força com a alegação de que “documentos vazados” teriam revelado um esboço do planejamento para a implementação do imposto. No entanto, a informação foi prontamente desmentida pelo Palácio do Planalto.


O governo federal reafirmou que a proposta não faz parte de sua agenda, esclarecendo que a cobrança do IPVA é uma competência estadual, e não federal. “A informação é falsa”, afirmou o Palácio do Planalto, reforçando que o IPVA é de responsabilidade dos estados, e não do governo federal.


O boato, que ganhou proporções em redes sociais e aplicativos de mensagens, gerou grande repercussão, especialmente entre ciclistas e defensores da mobilidade urbana. Mas, de acordo com o governo, não há qualquer projeto ou discussão oficial sobre a criação de um imposto sobre bicicletas. O assunto foi colocado como um falso alarde, sem qualquer fundamento.


O Caso de Minas Gerais: Isenção de IPVA


Em Minas Gerais, a situação foi abordada de forma contrária à que o boato sugeria. A Assembleia Legislativa do Estado (ALMG) confirmou que o único projeto de lei em andamento sobre o tema propõe exatamente o oposto: a isenção do IPVA para bicicletas, como parte de um plano de mobilidade sustentável. O objetivo do projeto é incentivar o uso de bicicletas como meio de transporte ecológico, ajudando a reduzir a poluição e promovendo alternativas mais saudáveis e sustentáveis para a população.


O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) também se envolveu na discussão ao questionar, em vídeo divulgado nas redes sociais, a hipótese de que governos estaduais pudessem vir a criar tal cobrança. Embora tenha reconhecido que a criação do IPVA para bicicletas não seja uma atribuição do governo federal, o senador alertou sobre o debate sobre a possibilidade de os estados implementarem esse tipo de imposto, o que, segundo ele, geraria mais custos para a população.


A Natureza do IPVA e as Bicicletas


Além de a cobrança ser uma competência exclusiva dos estados, outro ponto importante para esclarecer a questão é a própria natureza do IPVA, que é um imposto voltado para veículos automotores. A sigla “IPVA” já indica que ele se aplica a veículos motorizados, ou seja, veículos que utilizam algum tipo de combustível ou fonte de energia que os mova, como carros e motos. As bicicletas, por sua vez, são movidas exclusivamente por força humana e não se encaixam na definição de veículos automotores.


A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) também contribui para esse entendimento, já que isenta as bicicletas do registro e do licenciamento, pré-requisitos fundamentais para a cobrança de impostos como o IPVA. Isso significa que, mesmo que houvesse a tentativa de criar uma cobrança sobre as bicicletas, a regulamentação atual não permite essa aplicação.


A polêmica sobre a possível cobrança de IPVA para bicicletas gerou um mal-entendido massivo, amplificado pelas redes sociais. No entanto, o esclarecimento do governo e as medidas já em andamento nos estados, como a isenção do imposto em Minas Gerais, demonstram que a questão foi, na verdade, uma distorção da realidade.


É essencial que a população esteja atenta a desinformações e boatos que circulam sem qualquer fundamento, especialmente em tempos em que as redes sociais são um veículo rápido para espalhar notícias, nem sempre verídicas. Neste caso, o esclarecimento foi rápido e enfático, com a reiteração de que a cobrança do IPVA é um assunto estadual e não uma medida do governo federal.


GUIA MIRAÍ

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