top of page
logo branca.png

Inteligência Artificial já pode receitar medicamentos em parte dos Estados Unidos

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
28 de jun.
2 min de leitura

Por Guia Miraí


Uma novidade no setor da saúde está chamando a atenção em todo o mundo: sistemas de inteligência artificial (IA) já estão sendo autorizados a renovar receitas de determinados medicamentos em algumas regiões dos Estados Unidos. O estado de Utah foi um dos primeiros a permitir o uso dessa tecnologia, que promete agilizar o atendimento aos pacientes e reduzir a sobrecarga nos serviços de saúde.


De acordo com as informações divulgadas, a IA pode renovar prescrições de cerca de 190 medicamentos considerados de baixo risco. O sistema realiza uma entrevista virtual com o paciente, analisa sintomas, possíveis efeitos colaterais e verifica se os critérios de segurança estão sendo atendidos. Caso tudo esteja dentro dos parâmetros estabelecidos, a renovação da receita é enviada diretamente para a farmácia.


Limitações e segurança


A autorização, no entanto, possui regras rigorosas. A tecnologia é destinada apenas a pacientes que já utilizam medicamentos de uso contínuo e não pode realizar novos diagnósticos nem iniciar tratamentos inéditos.


Além disso, medicamentos de maior risco, como opioides, remédios utilizados no tratamento do TDAH e outras substâncias controladas, estão excluídos do sistema justamente para evitar riscos à saúde e possíveis abusos.


Responsabilidade continua sendo humana


Embora a medida represente um avanço significativo no uso da inteligência artificial na medicina, a responsabilidade legal pelas prescrições continua sendo das empresas e profissionais envolvidos no sistema, e não da própria IA.


Especialistas avaliam que a iniciativa pode representar um importante passo na modernização da saúde, permitindo maior rapidez no atendimento, especialmente em casos de renovação de tratamentos crônicos. Por outro lado, também levanta debates sobre segurança, ética e os limites da atuação da inteligência artificial em áreas tradicionalmente exercidas por profissionais da saúde.


A experiência de Utah poderá servir de modelo para outros estados americanos e até mesmo para outros países, que acompanham de perto os impactos da tecnologia na medicina moderna.

Comentários


bottom of page