IDOSO DE 80 ANOS É DECLARADO MORTO EM UPA DE MINAS, MAS FUNCIONÁRIO ENCONTRA SINAIS VITAIS NO NECROTÉRIO
- GUIA MIRAI

- 13 de jul.
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Um caso chocante ocorreu na última quinta-feira (19) em Córrego Fundo, no Centro-Oeste de Minas Gerais, quando um idoso de 80 anos foi declarado morto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, mas momentos depois, quando o corpo já havia sido levado para o necrotério, foi constatado que ele ainda apresentava sinais vitais.
O incidente teve início quando o idoso deu entrada na UPA após sofrer uma parada cardíaca. Um médico plantonista foi responsável pela constatação do óbito e o paciente foi declarado morto. O procedimento foi realizado com base na análise clínica do quadro do idoso, que indicava a ausência de sinais vitais no momento da avaliação.
Entretanto, quando o corpo foi transferido para o necrotério da unidade para preparação para o funeral, um agente funerário, ao manusear o corpo, notou que o idoso ainda apresentava sinais de vida, como leve respiração e movimentos. Ele imediatamente alertou os profissionais de saúde, que retornaram para reavaliar o estado do paciente.
A equipe médica foi chamada de volta e, após novos exames, confirmaram que o idoso estava vivo, embora em um estado extremamente crítico. Ele foi então rapidamente reanimado e levado novamente para o atendimento médico intensivo.
Erro médico e as implicações
O caso gerou grande repercussão e levantou discussões sobre a precisão nos diagnósticos médicos, especialmente no que diz respeito à constatação de óbito. O erro, aparentemente simples, teve implicações graves, pois o idoso foi dado como morto e, caso não tivesse sido notado o erro, ele teria sido enterrado vivo.
O hospital iniciou uma investigação interna para apurar as circunstâncias do ocorrido. Embora a direção da UPA tenha se comprometido a revisar os protocolos de atendimento e os procedimentos relacionados à constatação de óbito, muitos questionamentos surgiram sobre a forma como esse tipo de situação pode ser evitada no futuro.
O idoso, cujo nome ainda não foi revelado, segue em tratamento e, segundo fontes do hospital, seu estado de saúde continua grave, mas ele apresenta sinais de recuperação. A família da vítima foi informada sobre a situação e, em entrevistas, expressou alívio por saber que ele sobreviveu ao erro médico, mas também demonstrou preocupação com os procedimentos adotados pela unidade de saúde.
O caso gerou um grande número de questionamentos e um alerta para os profissionais da saúde sobre a importância de uma avaliação rigorosa, principalmente em situações delicadas como a constatação de óbito. A UPA de Córrego Fundo deve passar a implementar protocolos mais rigorosos, incluindo novas metodologias para a constatação de morte, a fim de evitar erros semelhantes.
Em um cenário global onde as tecnologias médicas e os exames são cada vez mais avançados, o caso de Córrego Fundo serve como um lembrete de que a precisão e a cautela nas decisões médicas são essenciais para a segurança dos pacientes.
GUIA MIRAÍ









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