Hospitais de Juiz de Fora paralisam parte dos atendimentos pelo SUS nesta sexta-feira


Seis instituições filantrópicas suspenderam procedimentos eletivos; serviços de urgência e emergência devem ser mantidos por recomendação do Ministério Público
Por Guia Miraí
(Fonte: g1 Zona da Mata / Ministério Público de Minas Gerais)
Seis hospitais que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, realizam nesta sexta-feira (2 de outubro de 2026) uma paralisação parcial dos serviços. A mobilização ocorre em meio a uma disputa envolvendo os repasses financeiros destinados às instituições.
As unidades alegam que enfrentam dificuldades financeiras relacionadas aos repasses e afirmam que a situação pode comprometer a aquisição de medicamentos, insumos e, posteriormente, até o pagamento dos funcionários. A Prefeitura de Juiz de Fora, por outro lado, afirma que não possui pendências com os prestadores de serviços de saúde.
Quais hospitais participam?
Segundo as informações divulgadas pelo sindicato e confirmadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), participam da paralisação parcial:
* Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora
* Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus
* Hospital Ana Nery
* Hospital São Vicente de Paulo
* Instituto Oncológico — Hospital 9 de Julho
* Ascomcer
As instituições são filantrópicas e possuem serviços conveniados ao SUS. A paralisação não significa o fechamento completo das unidades.
Urgências e emergências devem continuar
O Ministério Público de Minas Gerais recomendou que os hospitais mantenham os atendimentos de urgência e emergência durante a paralisação.
A recomendação foi emitida pela Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Juiz de Fora e pela Coordenadoria Regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macrorregião Sanitária Centro-Sul e Sudeste.
O órgão ressaltou que os serviços de urgência e emergência possuem caráter essencial e que a população que depende do SUS não pode ficar sem assistência nesses casos.
A recomendação integra o Procedimento Administrativo nº 02.16.0145.0389644.2026-68 e foi assinada pelos promotores Jorge Tobias de Souza e Thereza Rachel D’Avila Riani.
O que pode ser afetado?
A paralisação é parcial. De acordo com as informações divulgadas sobre o movimento, procedimentos que não possuem caráter de urgência podem ser suspensos ou afetados, incluindo consultas, exames e cirurgias eletivas agendadas pelo SUS.
Já os atendimentos considerados essenciais, principalmente os casos de urgência e emergência, devem permanecer funcionando.
Além dessas instituições, serviços como o Hospital de Pronto-Socorro, Hospital Regional João Penido, Hospital Universitário, PAI e UPA Regional Leste foram apontados como unidades que continuariam realizando atendimento público pelo SUS.
Divergência sobre os repasses
O principal ponto de conflito está nos recursos destinados às instituições que prestam serviços ao SUS.
Representantes dos hospitais e sindicatos afirmam que existem problemas relacionados aos repasses financeiros e que a falta de regularização pode prejudicar o funcionamento das unidades.
Segundo o sindicato, a situação pode afetar a compra de medicamentos e outros insumos necessários para a manutenção dos atendimentos. Também existe, segundo a entidade, preocupação com a disponibilidade de recursos para o pagamento dos funcionários na próxima semana.
A Prefeitura de Juiz de Fora apresenta uma versão diferente. Em manifestação divulgada nesta sexta-feira, o Município afirmou que não possui nenhuma pendência com os prestadores de serviços de saúde e informou que eventuais divergências de interpretação estão sendo tratadas com a mediação do Ministério Público.
Ministério Público tenta mediar solução
O MPMG já acompanha a situação e determinou que os serviços essenciais sejam preservados.
Segundo a Prefeitura, a mediação estabeleceu novembro como prazo final para a resolução das divergências envolvendo os pagamentos e os prestadores de serviços de saúde. O Município também afirmou que a Secretaria de Saúde permanece aberta ao diálogo para buscar uma solução.
Impacto para os pacientes
A paralisação preocupa principalmente pacientes que possuem consultas, exames ou procedimentos eletivos agendados nas instituições envolvidas.
A orientação divulgada até o momento é que os usuários do SUS que necessitarem de atendimento de urgência ou emergência procurem normalmente os serviços que permanecem funcionando.
Para procedimentos eletivos, a situação pode exigir contato prévio com a unidade responsável para confirmar se o atendimento está mantido ou se houve alteração no agendamento.
Entenda
A situação envolve seis hospitais conveniados ao SUS, que realizam uma paralisação parcial nesta sexta-feira (2). As instituições alegam dificuldades relacionadas aos repasses financeiros, enquanto a Prefeitura afirma não possuir pendências com os prestadores. O Ministério Público acompanha o caso e determinou que os atendimentos de urgência e emergência sejam preservados.







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