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GOVERNO PROJETA SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 1.630 PARA 2026, O MAIOR EM 50 ANOS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 9 de jul.
  • 2 min de leitura
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Brasília – A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, anunciou nesta terça-feira (8) que o salário mínimo previsto pelo governo federal para 2026 será de R$ 1.630, caso se confirmem as estimativas econômicas da proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentada ao Congresso Nacional. O valor representa um reajuste de 7,37% em relação ao piso atual, de R$ 1.518.


Durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), no Senado Federal, Tebet explicou que o aumento contempla um ganho real de 2,5% acima da inflação, conforme a nova política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo Lula. A metodologia utilizada prevê reajuste com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, somado ao crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes — neste caso, o PIB de 2024.


— “Se confirmado, esse será o maior salário mínimo em termos reais dos últimos 50 anos”, afirmou a ministra.


Segundo Tebet, a medida reforça o compromisso do governo com o aumento da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais. Ela também destacou que o impacto do reajuste nas contas públicas já está sendo considerado nas previsões da LDO.


O aumento do salário mínimo, no entanto, tem efeito direto sobre despesas obrigatórias do governo federal, como aposentadorias, pensões, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e seguro-desemprego. A ministra reconheceu os desafios fiscais, mas defendeu que a valorização do mínimo é uma prioridade da gestão.


— “O salário mínimo é a base da renda de milhões de brasileiros e um motor de justiça social”, declarou.


O valor final do salário mínimo de 2026 será definido no fim de 2025, quando os dados consolidados da inflação estiverem disponíveis. A proposta será debatida pelos parlamentares na análise da LDO e, posteriormente, na Lei Orçamentária Anual (LOA).


A iniciativa gerou reações distintas no Congresso. Parlamentares da base do governo elogiaram a decisão, enquanto a oposição manifestou preocupação com o impacto fiscal da medida. Economistas também se dividiram: alguns apontam o potencial de estímulo à economia por meio do consumo, enquanto outros alertam para o risco de desequilíbrio nas contas públicas.


Se aprovado, o novo piso salarial passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.


GUIA MIRAÍ

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