Fraude em aposentados e idosos em Minas Gerais é de operação; nove suspeitos são presos


Investigação aponta prejuízo superior a R$ 300 mil e pelo menos 21 vítimas. Grupo é suspeito de utilizar falsas consultorias financeiras para obter dados pessoais e realizar operações bancárias sem autorização.
Por Guia Miraí
(Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais e Estado de Minas)
Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais resultou na prisão de nove suspeitos de integrar um grupo investigado por aplicar golpes financeiros contra idosos, aposentados e pensionistas. A ação foi realizada na quarta-feira (28), em Belo Horizonte, Santa Luzia e Vespasiano, na Região Metropolitana da capital.
Batizada de Operação Consignatus, a investigação identificou pelo menos 21 vítimas e prejuízos superiores a R$ 300 mil em transferências bancárias. O valor total pode ser ainda maior, uma vez que possíveis perdas relacionadas a saques em dinheiro ainda estão sendo apuradas.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão.
Como funcionava o esquema?
De acordo com as investigações, os suspeitos abordavam aposentados e pensionistas com a promessa de cancelar descontos considerados indevidos nos benefícios previdenciários e recuperar valores supostamente cobrados por instituições financeiras.
As vítimas eram atraídas para escritórios apresentados como consultorias financeiras. No local, forneciam documentos, dados bancários, senhas de acesso ao Gov.br e outras informações pessoais, além de imagens utilizadas em procedimentos de reconhecimento facial.
Segundo a Polícia Civil, essas informações teriam sido utilizadas para abrir contas bancárias, contratar empréstimos consignados e realizar transferências sem autorização dos titulares.
Em alguns casos, os investigados também teriam alterado a conta bancária utilizada para receber os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), passando a controlar os valores depositados.
Vítimas tinham entre 63 e 84 anos
A investigação identificou vítimas com idades entre 63 e 84 anos. Segundo os investigadores, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes.
Alguns suspeitos seriam responsáveis por entrar em contato com as vítimas, enquanto outros cuidavam do atendimento presencial, da formalização de contratos e das operações financeiras.
A apuração também indica que a abordagem cordial e a aparência de legalidade dos estabelecimentos eram utilizadas para conquistar a confiança dos aposentados.
Nove pessoas foram presas
Entre os detidos estão seis mulheres e três homens. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares que passarão por perícia para auxiliar na identificação de possíveis novos envolvidos e de outras vítimas.
A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a participação individual dos suspeitos, identificar eventuais novos prejudicados e dimensionar o valor total das fraudes.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes financeiros, mas a responsabilidade de cada um deverá ser apurada no decorrer do processo judicial.
Alerta para aposentados e pensionistas
O caso reforça a importância de redobrar os cuidados ao receber propostas de revisão de benefícios previdenciários ou cancelamento de empréstimos.
A orientação é não compartilhar senhas do Gov.br, códigos de autenticação, dados bancários ou informações que permitam o acesso a contas pessoais com supostos consultores.
Também é importante conferir regularmente o extrato de pagamento do benefício, verificar contratos de empréstimo consignado e comunicar imediatamente ao banco e às autoridades qualquer movimentação não reconhecida.
O Guia Miraí reforça que as informações sobre os suspeitos são preliminares e que todos têm direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.







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