FALÊNCIA DA OI: O FIM DE UMA ERA QUE CONECTOU O BRASIL
- GUIA MIRAI

- 10 de nov.
- 2 min de leitura

Por Guia Mirai
A Oi, que um dia foi sinônimo de telefone fixo, internet e grandes campanhas publicitárias, chegou oficialmente ao fim.
A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (10) a falência do grupo, mas permitiu que a empresa continue operando provisoriamente para evitar um colapso na rede de telecomunicações que ainda atende milhões de brasileiros.
A decisão da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encerra uma história que começou em 1998, quando o processo de privatização das telecomunicações deu origem à então Telemar — mais tarde rebatizada de Oi.
A empresa, que cresceu comprando concorrentes e apostando em uma expansão ambiciosa, acabou soterrada por dívidas bilionárias, má gestão e a velocidade de um setor que se reinventou enquanto ela ficou presa no passado.
Na sexta-feira (7), a própria Oi já havia sinalizado que não havia mais saída: pediu à Justiça o reconhecimento do estado de insolvência, admitindo que não tinha condições de seguir em recuperação judicial — processo que já se arrastava pela segunda vez em menos de dez anos.
Mesmo falida, a Oi ainda é essencial. A decisão judicial permitiu que suas operações continuem temporariamente ativas, garantindo a conectividade de órgãos públicos, empresas e consumidores comuns.
A Justiça não fixou um prazo para o funcionamento provisório, mas determinou a suspensão de todas as ações e execuções contra a companhia. Os credores deverão ser listados novamente, e uma assembleia será convocada para definir o futuro dos ativos.
A queda da Oi não aconteceu de repente. Ela foi sendo desmontada aos poucos, em operações que pareciam ganhar tempo, mas acabaram apenas prolongando a agonia.
A venda das redes de fibra óptica (V.tal) e da operação móvel — fatiada entre TIM, Vivo e Claro — deixou a empresa sem seu coração estratégico. O que restou foi um corpo operacional enfraquecido, sustentado por dívidas e promessas de reestruturação que nunca se cumpriram.
A operadora que já conectou o país de norte a sul e foi protagonista da expansão da internet banda larga agora sobrevive em modo de espera.
A falência da Oi é simbólica. Ela fecha um ciclo de duas décadas em que o Brasil tentou equilibrar privatização, concorrência e regulação em um dos setores mais complexos da economia.
Para os consumidores, a mudança deve ser quase imperceptível no curto prazo — os serviços seguem funcionando. Mas, nos bastidores, a disputa por seus ativos remanescentes já começou.
Enquanto isso, a marca que por anos foi onipresente nos comerciais de TV e nas fachadas das lojas tenta se manter viva por um fio — literalmente









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