top of page
logo branca.png

FALTA DE RECURSOS DESATIVA TODOS OS RADARES DAS RODOVIAS FEDERAIS BRASILEIRAS

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 11 de ago.
  • 2 min de leitura
ree

Por Guia Miraí

(Com informações de O Nacional)


Desde 1º de agosto de 2025, todos os radares nas rodovias federais brasileiras foram desligados por falta de recursos financeiros, afetando aproximadamente 47 mil quilômetros de estradas. A medida impacta diretamente o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV), responsável por fiscalizar o excesso de velocidade nas rodovias, uma das principais causas de mortes no trânsito no país.


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) justificou a suspensão apontando uma redução drástica no orçamento destinado ao programa. O valor caiu de R$ 364 milhões para R$ 43,3 milhões, o que é insuficiente para manter o sistema de fiscalização até o final do ano. Com isso, a sociedade e autoridades enfrentam um dilema sobre os impactos da ausência dos radares na segurança viária.


A Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Tráfego (Abeetrans) expressou preocupação com a decisão e alertou sobre a possibilidade de recorrer à Justiça para garantir a manutenção dos radares. Segundo a associação, a reativação dos dispositivos é crucial para conter o excesso de velocidade, que representa um alto índice de fatalidades nas estradas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o excesso de velocidade como uma das principais causas de mortes no trânsito.


A suspensão dos radares também ameaça as metas estabelecidas pelo Brasil no Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que visa reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030. Em 2024, o país registrou 34 mil mortes em rodovias e prejuízos econômicos estimados em R$ 22,6 bilhões, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


Além da prevenção de acidentes, os radares também geram uma significativa arrecadação com multas, cerca de R$ 1,1 bilhão por ano. No entanto, essa receita foi redirecionada para cobrir despesas administrativas do DNIT, prejudicando a continuidade do PNCV e a manutenção da segurança viária.


O DNIT está em negociações com o governo federal para recompor o orçamento do programa e evitar que a suspensão dos radares se torne uma medida definitiva, o que poderia gerar um impasse judicial, já que a ausência dos radares pode violar decisões anteriores que tratam da segurança nas rodovias.


A situação levanta questões sobre o equilíbrio entre a segurança no trânsito e a disponibilidade de recursos para garantir a continuidade de programas essenciais à vida dos cidadãos nas rodovias federais.

Comentários


bottom of page