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DÍVIDA TOTAL DE MINAS GERAIS CRESCE 59% E CHEGA A E$ 196,16 BILHÕES

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 23 de set.
  • 2 min de leitura
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Por Guia Miraí


A dívida total de Minas Gerais alcançou a marca de R$ 196,16 bilhões, um aumento de 59% em comparação com os números de 2019, conforme os dados mais recentes do Boletim Estadual da Dívida, publicado pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG). Esse crescimento reflete um cenário preocupante para o estado, com as obrigações financeiras atingindo níveis alarmantes, próximos a R$ 200 bilhões. O aumento foi registrado até agosto deste ano, quando o estado já enfrentava dificuldades para honrar compromissos anteriores.


Do total da dívida, cerca de R$ 172 bilhões são de valores devidos à União. Esse montante representa 87,69% de toda a dívida do estado, com o governo mineiro buscando renegociar essas pendências por meio do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A medida visa facilitar a quitação de débitos, mas também reflete um quadro de forte dependência do estado em relação ao governo federal.


A comparação com o ano de 2019 é alarmante. Em dezembro de 2019, a dívida total de Minas Gerais era de R$ 123,36 bilhões. Esse aumento expressivo de 59% ao longo de quase quatro anos evidencia a gravidade da situação fiscal do estado. A dívida com a União, em dezembro de 2019, era de R$ 93,96 bilhões, o que representa um aumento de 83% até o último boletim divulgado.


Além do aumento da dívida, o boletim também traz dados sobre os pagamentos efetuados pela administração estadual desde que o governo de Romeu Zema iniciou a regularização dos débitos com a União, em julho de 2022. Desde então, foram pagos R$ 11,14 bilhões em parcelas devidas, um esforço do governo estadual para tentar aliviar a pressão financeira.


A administração de Zema tem se esforçado para reverter a situação fiscal do estado, buscando formas de reorganizar o orçamento e renegociar a dívida com a União. O pagamento dos débitos, apesar de significativo, ainda representa apenas uma fração da dívida total, que segue pressionando as finanças públicas.


O crescimento da dívida de Minas Gerais é um reflexo das dificuldades fiscais enfrentadas pelo estado, agravadas por anos de gestão financeira precária e a crise fiscal que atinge muitas unidades da Federação. O desafio de reduzir esse montante elevado de dívida é enorme, e as soluções buscam evitar o colapso financeiro sem prejudicar ainda mais a capacidade do estado de realizar investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.


O governo de Romeu Zema, que iniciou a renegociação das dívidas, segue buscando alternativas para equilibrar as contas públicas, mas a recuperação da saúde fiscal do estado será um processo longo e repleto de desafios. A medida de quitação gradual dos débitos, embora importante, ainda está distante de resolver o problema estrutural do endividamento de Minas Gerais.


Enquanto isso, a população e as administrações municipais seguem lidando com os efeitos da crise fiscal, que afeta diretamente os serviços públicos essenciais. A necessidade de uma reestruturação fiscal mais ampla se faz cada vez mais urgente para garantir o equilíbrio das contas estaduais e o cumprimento das obrigações com a União.

















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