DIA NACIONAL DA ADOÇÃO
- GUIA MIRAI

- 25 de mai.
- 2 min de leitura
Adotar é um ato de amor: saiba como funciona esse processo no Brasil

O Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, é uma data dedicada à reflexão, à conscientização e, acima de tudo, à valorização do ato de adotar. Mais do que um gesto legal, adotar é um ato profundo de amor, responsabilidade e transformação de vidas — tanto para quem adota quanto para quem é adotado.
O que é adoção?
A adoção é o meio legal pelo qual uma criança ou adolescente passa a fazer parte de uma nova família, com os mesmos direitos e deveres de um filho biológico. É um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prioriza o bem-estar, a proteção e o desenvolvimento integral de meninos e meninas em situação de vulnerabilidade.
Como funciona o processo de adoção?
No Brasil, o processo é conduzido pelo Poder Judiciário e envolve várias etapas importantes:
1. Cadastro dos interessados: Os candidatos à adoção precisam ter mais de 18 anos, com uma diferença mínima de 16 anos em relação à criança. É necessário apresentar documentos, participar de entrevistas e passar por uma avaliação psicossocial.
2. Curso de preparação: Os interessados devem participar de um curso obrigatório, oferecido pela Justiça, que aborda aspectos legais, sociais e emocionais da adoção.
3. Inclusão no Sistema Nacional de Adoção (SNA): Após aprovação, os candidatos são incluídos no sistema nacional, onde ficam à disposição para receber uma criança ou adolescente conforme o perfil desejado.
4. Habilitação e convivência: Quando é identificada uma possível compatibilidade, começa o estágio de convivência, com acompanhamento da equipe técnica.
5. Sentença judicial: Com a evolução positiva do estágio, a Justiça emite a sentença de adoção, garantindo todos os direitos legais à nova família.
Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há mais de 4 mil crianças e adolescentes aptos à adoção no Brasil. Por outro lado, existem cerca de 30 mil pretendentes no cadastro. O que explica essa diferença? A maioria dos candidatos busca perfis específicos: bebês, geralmente brancos e saudáveis. Enquanto isso, muitas crianças mais velhas, grupos de irmãos ou com alguma condição de saúde seguem esperando por uma nova chance.
Adotar uma criança mais velha ou com necessidades especiais é um gesto de coragem e empatia. Campanhas e ações de incentivo têm ajudado a transformar olhares e despertar novos corações para essas possibilidades.
Por que falar sobre adoção?
Além de garantir o direito à convivência familiar, falar sobre adoção é combater preconceitos, desmistificar processos e abrir caminhos para que mais histórias de amor sejam escritas. Famílias são construídas de diversas formas — e todas merecem respeito, apoio e reconhecimento.
Neste Dia Nacional da Adoção, fica o convite: informe-se, converse com sua família, participe de campanhas, apoie instituições e, se possível, considere adotar. A adoção transforma vidas — e pode começar pela sua.
GUIA MIRAÍ









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