top of page
logo branca.png

Cientistas desenvolvem pílula anticoncepcional masculina que poderá ser tomada 30 minutos antes do sexo

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
há 2 horas
2 min de leitura

Medicamento experimental promete bloquear temporariamente a movimentação dos espermatozoides por seis a oito horas, sem utilizar hormônios. Pesquisa nos Estados Unidos avança para a etapa de testes em humanos.


Por Guia Miraí

(Fonte: Weill Cornell Medicine e Cornell Chronicle)


Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, instituição de ensino e pesquisa médica vinculada à Universidade Cornell, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma pílula anticoncepcional masculina de ação rápida que poderá ser tomada aproximadamente 30 minutos antes da relação sexual.


A proposta é oferecer uma nova alternativa para prevenir a gravidez sem o uso de hormônios e sem comprometer permanentemente a fertilidade masculina. Segundo os pesquisadores, o medicamento foi projetado para produzir um efeito temporário, com uma janela de proteção estimada entre seis e oito horas.


A pesquisa ganhou um novo impulso em outubro de 2026, após a equipe receber um financiamento de US$ 8,2 milhões do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos (NICHD). O recurso será utilizado para avançar nos estudos de segurança e preparar os primeiros testes clínicos em seres humanos.


Como funciona a pílula masculina?


Diferentemente dos anticoncepcionais hormonais, que podem atuar na produção de espermatozoides, a nova abordagem busca impedir temporariamente que eles se movimentem de maneira adequada para alcançar e fecundar o óvulo.


O medicamento atua sobre uma enzima chamada adenilil ciclase solúvel, conhecida pela sigla sAC, essencial para a mobilidade dos espermatozoides.


Ao bloquear temporariamente a atividade dessa enzima, a substância pode deixar os espermatozoides imóveis, dificultando a fecundação. A expectativa é que, quando o efeito do medicamento passar, a função reprodutiva volte ao normal.


Os estudos anteriores, realizados com animais, apresentaram resultados promissores. Em pesquisas com camundongos, os cientistas observaram que a inibição dessa enzima impediu a ocorrência de gravidez nos experimentos realizados.


Entretanto, os resultados obtidos em animais ainda precisam ser confirmados em seres humanos.


Quando o medicamento estará disponível?


Apesar dos avanços, a pílula ainda não está disponível para comercialização.


A próxima etapa envolve estudos de toxicidade e segurança, além da preparação de um ensaio clínico de fase 1 com homens saudáveis. Nessa fase inicial, os pesquisadores deverão avaliar possíveis efeitos adversos e verificar se a ação sobre a mobilidade dos espermatozoides ocorre conforme o esperado.


Também será necessário confirmar se o efeito contraceptivo é realmente temporário e se a fertilidade retorna normalmente após o término da ação do medicamento.


Somente depois de etapas adicionais de pesquisa e da comprovação de segurança e eficácia o produto poderá ser considerado para aprovação pelas autoridades sanitárias.


Portanto, ainda não existe uma data confirmada para que a pílula chegue às farmácias.


A responsabilidade pela contracepção poderá ser compartilhada


Atualmente, os principais métodos contraceptivos masculinos disponíveis são os preservativos e a vasectomia. A possibilidade de utilizar um medicamento reversível e de curta duração representa uma nova perspectiva para o planejamento familiar.


Caso os testes confirmem a segurança e a eficácia da substância, os homens poderão contar com uma alternativa adicional para participar ativamente da prevenção de uma gravidez não planejada.


A novidade também poderá ampliar as possibilidades de escolha dos casais, permitindo que a decisão sobre contracepção seja discutida e compartilhada.


É importante destacar, porém, que a futura pílula tem como objetivo prevenir a gravidez e não substitui o preservativo na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Comentários


bottom of page