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Brasil registra mais de 234 mil atendimentos por infarto e AVC em jovens após a pandemia

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


Dados do Ministério da Saúde acenderam um alerta sobre o avanço das doenças cardiovasculares entre a população jovem no Brasil. Entre 2022 e 2024, período posterior à pandemia de Covid-19, foram registrados mais de 234 mil atendimentos hospitalares e ambulatoriais relacionados a infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC) em pessoas com menos de 40 anos.


Além do elevado número de atendimentos, o levantamento aponta que mais de 7,8 mil jovens morreram em decorrência de infartos no mesmo período, evidenciando a gravidade do problema e reforçando a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce.


Especialistas explicam que o aumento dos casos está associado a diversos fatores de risco, como sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, alimentação rica em alimentos ultraprocessados, estresse crônico e o uso de anabolizantes e outras drogas. Esses hábitos podem acelerar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares mesmo em pessoas mais jovens.


O Ministério da Saúde destaca que o infarto continua entre as principais causas de morte no país e lembra que o atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas e aumentar as chances de sobrevivência. No caso do AVC, reconhecer os primeiros sintomas e buscar socorro imediato pode fazer toda a diferença na recuperação do paciente.


Entre os sinais de alerta para infarto estão dor intensa ou pressão no peito, que pode irradiar para braços, costas ou mandíbula, falta de ar, suor frio, náuseas e tontura. Já o AVC costuma se manifestar com fraqueza repentina em um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de equilíbrio, alteração na visão e dor de cabeça intensa e súbita.


Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir esses números. A adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, além da interrupção do tabagismo e do uso de anabolizantes e drogas ilícitas, pode diminuir significativamente o risco de infarto e AVC, inclusive entre pessoas com menos de 40 anos.


O crescimento dos casos entre jovens reforça a importância de campanhas de conscientização, acompanhamento médico periódico e mudanças no estilo de vida para conter o avanço das doenças cardiovasculares no Brasil.

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