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Bola da Copa Do Mundo precisa ser recarregada antes dos jogos

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 24 de mai.
  • 2 min de leitura

A bola inteligente da Copa do mundo: como a tecnologia está mudando o futebol


Por Guia Miraí


A bola oficial da próxima Copa do Mundo não é apenas um equipamento esportivo. Ela se tornou um dispositivo tecnológico capaz de enviar dados em tempo real para o sistema de arbitragem, ajudando o VAR a tomar decisões com mais rapidez e precisão.


O modelo utilizado nas competições mais recentes da FIFA possui um sensor eletrônico instalado no interior da bola. Esse componente funciona como uma espécie de “cérebro”, capaz de monitorar cada toque, movimento e trajetória durante a partida.


Antes dos jogos, a bola precisa ser carregada, assim como um celular. Isso acontece porque o sensor interno depende de uma bateria para funcionar durante toda a partida.


Como funciona o sensor


O sistema embarcado dentro da bola utiliza sensores de movimento de alta precisão, conhecidos como IMU (Unidade de Medição Inercial). Eles conseguem captar:


* velocidade da bola;

* direção;

* rotação;

* intensidade do chute;

* momento exato do toque do jogador.


Essas informações são transmitidas em tempo real para os computadores do VAR.


Segundo a FIFA, o sistema é capaz de atualizar os dados dezenas de vezes por segundo, permitindo que a arbitragem identifique com precisão o instante exato em que a bola foi tocada.


A principal função desse sistema é auxiliar na marcação de impedimentos semiautomáticos.


Além do sensor na bola, os estádios contam com diversas câmeras espalhadas pelo campo que rastreiam os jogadores continuamente. O software cruza:


* a posição da bola;

* o instante do passe;

* a localização dos atletas.


Com isso, o sistema consegue detectar automaticamente possíveis impedimentos e enviar um alerta quase instantâneo para a cabine do VAR.


A tecnologia também ajuda em lances difíceis, como:


* definição da saída da bola;

* toques de mão;

* confirmação de gols;

* análise de divididas;

* identificação do último jogador a tocar na bola.


Tudo isso reduz o tempo de revisão e diminui as chances de erro humano.


A bateria dura quanto tempo?


O sensor interno possui bateria com autonomia suficiente para uma partida completa, incluindo prorrogação. O componente foi desenvolvido para ser extremamente leve, sem alterar o peso, equilíbrio ou desempenho da bola em campo.


Segundo engenheiros envolvidos no projeto, os jogadores praticamente não percebem a presença do dispositivo.


A adoção de sensores inteligentes mostra como o futebol entrou definitivamente na era da tecnologia de dados.


Embora a essência do jogo continue a mesma, a arbitragem passou a contar com ferramentas capazes de analisar jogadas em milissegundos — algo impossível para o olho humano.


A bola da Copa deixou de ser apenas um símbolo do esporte. Hoje, ela também funciona como um computador em miniatura rolando pelo gramado.

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