AUMENTO DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL: DADOS DO IBGE REVELAM PREOCUPANTE CRESCIMENTO
- GUIA MIRAI

- 23 de set.
- 2 min de leitura

Por Guia Miraí
(Com informações de Portal Potiguar)
O trabalho infantil no Brasil voltou a crescer, com a projeção de atingir 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em 2024, segundo dados atualizados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19 de setembro de 2025). Esse aumento representa um retrocesso em relação aos números mais baixos registrados em 2016, quando o país contabilizava 1,616 milhão de jovens nessa condição.
De acordo com o IBGE, a quantidade de jovens em situação de trabalho infantil cresceu 2,1% em comparação com 2023, quando a pesquisa indicou o menor número desde o início da série histórica. Em termos absolutos, 34.000 crianças a mais estão expostas ao trabalho infantil em 2024. Esse aumento ocorre em um cenário de queda acumulada de 21,4% desde 2016, quando o número de crianças e adolescentes que trabalhavam era de 2,1 milhões.
O trabalho infantil, definido pelo IBGE como aquele que é “perigoso e prejudicial para a saúde e o desenvolvimento mental, físico, social ou moral das crianças”, continua a afetar milhões de jovens, comprometendo sua escolarização e saúde. A legislação brasileira é clara ao proibir que crianças até 13 anos trabalhem sob qualquer circunstância. Já adolescentes de 14 e 15 anos podem trabalhar, mas apenas em condições específicas, desde que não comprometam seu desenvolvimento escolar.
Além disso, o percentual de pessoas em situação de trabalho infantil em relação à população total de jovens de 5 a 17 anos chegou a 4,3% em 2024, uma leve alta de 0,1 ponto percentual em relação a 2023. Esse crescimento é preocupante, considerando que, em 2016, o índice era de 5,2%.
A distribuição por faixa etária revela que os jovens de 16 a 17 anos são a maior parcela dos trabalhadores infantis, com 915 mil pessoas, seguidos pelos adolescentes de 14 a 15 anos, com 363 mil, e a faixa etária de 5 a 13 anos, com 372 mil.
Quanto à cor e etnia, os dados mostram que 66% dos trabalhadores infantis são negros (pretos ou pardos), enquanto os brancos representam 32,8%. Em termos de gênero, 66% são homens e 34% são mulheres.
Esses números ressaltam a urgência de políticas públicas eficazes que combatam o trabalho infantil e promovam alternativas que garantam a educação e o bem-estar das crianças e adolescentes no Brasil. A conscientização da sociedade e o fortalecimento da fiscalização são essenciais para reverter esse cenário preocupante e proteger os direitos de milhares de jovens em todo o país.
O Brasil ainda tem muito a avançar para garantir que todas as crianças e adolescentes possam crescer de forma saudável, com acesso à educação e ao desenvolvimento pleno de suas potencialidades, longe do trabalho precoce e prejudicial.









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