Anvisa proíbe tiras de glicemia falsificadas vendidas na Amazon e reforça alerta sobre suplemento alimentar


Medida atinge produtos da marca Accu-Chek Active identificados em anúncios na internet. Agência também alerta que a ashwagandha não está autorizada como ingrediente de suplementos alimentares no Brasil.
Por Guia Miraí
(Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e Agência Brasil)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição, importação e uso de tiras reagentes para medição de glicemia da marca Accu-Chek Active identificadas como falsificadas em anúncios publicados na plataforma Amazon. A decisão foi divulgada em 22 de outubro de 2026, após a identificação de irregularidades nos produtos.
Segundo a agência, a fabricante Roche Diabetes Care Brasil identificou diferenças entre os itens anunciados na internet e os produtos originais. A medida busca impedir que materiais de procedência irregular sejam utilizados por pessoas que precisam monitorar os níveis de glicose no sangue.
Quais produtos foram proibidos?
A determinação alcança dois tipos de anúncios identificados pela Anvisa:
* Tiras reagentes Accu-Chek Active com 50 unidades;
* Kit de tiras para medição de glicemia Accu-Chek Active com 100 unidades.
Entre os sinais de irregularidade estavam a ausência da embalagem externa original e a inscrição em inglês “ONLY FOR GOVERNMENT TENDER”, que significa “destinado exclusivamente a licitações governamentais”.
A presença dessa inscrição indica que os produtos tinham destinação específica e não deveriam ser comercializados livremente no varejo.
Por que as tiras de glicemia exigem atenção?
As tiras reagentes são utilizadas em aparelhos que medem a glicose no sangue. Para pessoas com diabetes, esses resultados podem ser importantes para o acompanhamento da doença e para decisões relacionadas ao tratamento.
Produtos falsificados ou sem procedência confiável podem comprometer a confiabilidade das medições e trazer riscos à saúde.
Quem comprou os itens mencionados deve interromper o uso e procurar orientação da Anvisa, da fabricante ou de um profissional de saúde sobre como proceder. É importante não descartar a embalagem ou os dados da compra antes de buscar orientações.
Anvisa também alerta sobre a ashwagandha
Em outro alerta, a agência reforçou que a ashwagandha, uma erva de origem asiática divulgada nas redes sociais por supostos benefícios relacionados ao relaxamento e ao alívio de sintomas da perimenopausa, não está autorizada como ingrediente de suplementos alimentares no Brasil.
Por esse motivo, sua fabricação, comercialização, distribuição e uso em suplementos alimentares estão proibidos no país.
O alerta ganhou repercussão após a divulgação de um caso envolvendo uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e graves danos cerebrais após utilizar o produto. Entretanto, o relato de um caso individual não permite concluir que todos os consumidores terão as mesmas consequências.
A Anvisa ressalta que suplementos alimentares devem conter ingredientes autorizados e não podem ser apresentados como produtos capazes de curar, tratar ou prevenir doenças.
Como se proteger de produtos irregulares?
Para reduzir os riscos na compra de produtos de saúde, a orientação é:
* Comprar em estabelecimentos e canais de venda confiáveis;
* Conferir a integridade das embalagens, a identificação do fabricante e o lote;
* Desconfiar de produtos sem embalagem original ou com informações incompatíveis com a finalidade declarada;
* Consultar os alertas e as proibições publicados pela Anvisa;
* Buscar orientação profissional antes de utilizar suplementos alimentares.
Atenção: quem utiliza tiras reagentes para controlar o diabetes deve conversar com a equipe de saúde para encontrar uma alternativa confiável caso precise interromper o uso de um produto irregular.







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