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Queda no fluxo de consumidores em shoppings acende alerta no varejo brasileiro

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 20 de abr.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí - 20/04/2026


Os shopping centers em todo o Brasil enfrentam um cenário de transformação que já começa a preocupar lojistas e administradoras. Dados recentes da Associação Brasileira de Shopping Centers indicam uma redução de 6,2% no número de visitantes entre 2019 e o final de 2023, evidenciando uma mudança significativa no comportamento do consumidor.


Apesar da queda no fluxo, o setor apresenta um dado aparentemente contraditório: o faturamento nominal cresceu 4,2% no mesmo período, alcançando cerca de R$ 200,9 bilhões até 2025. Esse crescimento é atribuído ao aumento do chamado “ticket médio” — ou seja, consumidores que ainda frequentam os shoppings estão gastando mais em cada visita.


Ainda assim, o impacto da redução de público é expressivo. Estima-se que cerca de 5 milhões de pessoas deixaram de frequentar esses espaços mensalmente, o que afeta diretamente o volume de vendas e a sustentabilidade de diversas lojas.


Avanço do comércio online pressiona lojistas


Um dos principais fatores por trás dessa mudança é o crescimento acelerado do comércio eletrônico. Plataformas digitais vêm ganhando espaço ao oferecer praticidade, variedade e, muitas vezes, preços mais competitivos.


Com isso, lojistas que dependem do fluxo físico dos shoppings enfrentam o desafio de se reinventar para manter a competitividade. Muitos têm investido em estratégias omnichannel, integrando lojas físicas e virtuais para atrair e fidelizar clientes.


Especialistas apontam que o consumidor atual está mais seletivo e objetivo. As visitas aos shoppings tendem a ser mais planejadas, com foco em compras específicas ou experiências pontuais, como alimentação e entretenimento.


Além disso, fatores como custo de vida elevado, mudanças nos hábitos pós-pandemia e maior adesão ao trabalho remoto também contribuem para a diminuição da circulação nesses espaços.


Diante desse cenário, administradoras de shopping centers e lojistas têm adotado medidas para tentar recuperar o público, como:


* Ampliação de áreas de lazer e gastronomia

* Promoção de eventos e experiências presenciais

* Integração com canais digitais

* Reformulação do mix de lojas


A aposta é transformar os shoppings em centros de convivência e experiência, indo além da função tradicional de consumo.


O futuro dos shopping centers no Brasil passa por adaptação. Embora o crescimento do faturamento mostre resiliência, a queda no fluxo de visitantes acende um alerta importante para o setor.


A tendência é que apenas os empreendimentos que conseguirem se reinventar e oferecer valor agregado ao consumidor consigam manter relevância em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado.

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