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Ministério Público conclui que Cão Orelha não morreu por agressões e pede arquivamento do caso

  • Foto do escritor: GUIA MIRAI
    GUIA MIRAI
  • 13 de mai.
  • 2 min de leitura

Por Guia Miraí


O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou o arquivamento das investigações envolvendo a morte do cão conhecido como “Orelha”, caso que ganhou grande repercussão nas redes sociais e mobilizou manifestações em defesa dos animais em Florianópolis. Segundo o órgão, a análise dos laudos periciais e demais provas reunidas ao longo da investigação não confirmou a hipótese de agressão contra o animal.


O caso ocorreu na Praia Brava, em Florianópolis, no início deste ano. À época, denúncias apontavam que adolescentes teriam espancado o cão, provocando indignação pública e forte pressão por responsabilização dos envolvidos. No entanto, após meses de investigação, o Ministério Público concluiu que não existem elementos suficientes para sustentar a acusação.


De acordo com a Promotoria, os adolescentes investigados e o animal não estavam juntos no momento em que a suposta agressão teria ocorrido. Além disso, os peritos afirmaram que os indícios encontrados não são compatíveis com um quadro de traumatismo recente provocado por violência.


Os laudos veterinários apontaram que Orelha apresentava sinais de osteomielite na região maxilar esquerda, condição associada, possivelmente, a doenças periodontais preexistentes. O relatório também destacou a ausência de fraturas e ferimentos característicos de agressão física, identificando apenas um inchaço na região da cabeça.


A Polícia Civil informou que concluiu o inquérito e encaminhou os autos ao Ministério Público, responsável pela decisão sobre o prosseguimento ou não do caso. O relatório final, com cerca de 170 páginas, foi enviado à Vara da Infância e Juventude de Florianópolis.


Segundo o MPSC, foram analisados aproximadamente dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotografias, dados extraídos de celulares apreendidos e novos depoimentos prestados pelos adolescentes investigados. Mesmo diante do amplo material reunido, o órgão entendeu que não havia provas suficientes para justificar a continuidade da ação.


A decisão de arquivamento ainda pode gerar debate entre entidades de proteção animal e parte da população, que acompanharam o caso desde o início. Até o momento, a defesa do adolescente citado nas investigações não havia se pronunciado oficialmente sobre a conclusão do Ministério Público.


O caso do cão Orelha se tornou um dos episódios de maior repercussão envolvendo denúncias de maus-tratos animais em Santa Catarina neste ano, principalmente pela mobilização nas redes sociais e pela cobrança por respostas das autoridades.

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