Insatisfeitos com o Governo Zema Funcionários da Fhemig anunciam greve em Minas Gerais por insatisfação com política salarial


Por Guia Miraí
Trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) anunciaram que entrarão em greve a partir desta terça-feira (17), em protesto contra a política salarial adotada pelo governo estadual. A paralisação foi decidida em assembleia da categoria e reflete o descontentamento com o reajuste proposto pelo Executivo.
De acordo com representantes dos trabalhadores, a categoria acumula perdas salariais nos últimos anos e considera insuficiente a proposta de reajuste de 5,4%. Segundo os profissionais, as perdas acumuladas ultrapassam 12% nos últimos três anos, o que tem gerado forte insatisfação.
O movimento é liderado por entidades como a Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e o Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros). O presidente das entidades, Carlos Martins, afirma que a paralisação é resultado da falta de valorização dos profissionais da saúde e de divergências com a política salarial do governo.
Ainda segundo o dirigente, parte dos trabalhadores — especialmente os profissionais da enfermagem que recebem complementação do piso nacional — pode não sentir impacto real no reajuste anunciado. Isso porque o aumento proposto pode ser compensado por reduções em gratificações, o que, na prática, manteria os salários praticamente inalterados.
A greve também levanta preocupações sobre possíveis impactos no atendimento da rede hospitalar estadual. A Fhemig é responsável por unidades importantes de saúde em Minas Gerais, e uma paralisação pode afetar a prestação de serviços à população, especialmente em setores essenciais.
Até o momento, o governo do estado não se pronunciou oficialmente sobre a paralisação. A expectativa é que novas negociações possam ocorrer para tentar evitar ou minimizar os efeitos da greve.
O caso evidencia a tensão entre servidores da saúde e o Executivo estadual, em um cenário de cobranças por melhores condições de trabalho, valorização profissional e recomposição salarial.







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