Imunizados com a Vacina da Dengue do Butantan nos últimos 21 dias devem ser monitorados após registros de reações adversas; vacinação é suspensa
- GUIA MIRAI

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Por Guia Miraí
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de eventos adversos em pessoas imunizadas durante estudos clínicos. A medida foi divulgada nesta segunda-feira e acendeu um alerta entre autoridades sanitárias e a população.
De acordo com o governo federal, pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias devem permanecer atentas a possíveis sintomas e procurar acompanhamento médico em caso de reações incomuns. A orientação foi reforçada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa.
Segundo informações oficiais, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas desde janeiro em cidades participantes dos estudos e programas de imunização, incluindo Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Durante o monitoramento, foram identificadas 42 reações severas associadas ao período pós-vacinação. Três casos foram classificados como graves, incluindo duas mortes que ainda estão sob investigação.
Apesar da preocupação, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmaram que, até o momento, não existe comprovação de relação direta entre os óbitos e a vacina. As autoridades destacaram que a suspensão ocorre por precaução, até que todas as análises técnicas sejam concluídas.
O governo também ressaltou que pessoas já vacinadas continuam protegidas contra formas graves da dengue e que não há recomendação para medidas adicionais além da observação clínica. As doses distribuídas permanecerão armazenadas nas unidades de saúde, mas sem autorização para aplicação até o encerramento das investigações.
Especialistas explicam que a interrupção temporária faz parte dos protocolos internacionais de segurança em campanhas de vacinação e estudos clínicos, permitindo uma análise detalhada dos possíveis efeitos adversos antes da continuidade da imunização.
A decisão ocorre em um momento delicado para o país, que enfrenta aumento expressivo nos casos de dengue em diversas regiões. Enquanto aguardam os resultados das investigações, autoridades reforçam a importância das medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da doença.







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