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Facções e Milícias infiltra eleições e usa drogas para compra de votos

Foto do escritor: GUIA MIRAI
GUIA MIRAI
4 de jun.
2 min de leitura

Facções ampliam influência política em regiões vulneráveis do país


Por Guia Miraí


O avanço do crime organizado sobre o processo eleitoral brasileiro tem preocupado autoridades, promotores e órgãos da Justiça Eleitoral. Investigações recentes apontam que facções criminosas e milícias vêm financiando campanhas políticas, coagindo eleitores e, em alguns casos, utilizando drogas como moeda de troca por votos.


Segundo denúncias investigadas pelo Ministério Público e pela Justiça Eleitoral, grupos como PCC, Comando Vermelho e milícias passaram a atuar diretamente em disputas municipais, especialmente em regiões onde já exercem domínio territorial e econômico.


No Rio de Janeiro, a situação levou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a adotar medidas excepcionais durante as eleições de 2024. Pelo menos 53 locais de votação tiveram endereços alterados por questões de segurança, diante de ameaças e do controle exercido por organizações criminosas em determinadas comunidades.


Para o próximo ciclo eleitoral, a preocupação permanece. Autoridades já monitoram áreas consideradas de risco, onde o acesso de eleitores e servidores públicos pode ser comprometido pela presença armada de facções.


Caso em Santa Catarina revela esquema de troca de drogas por votos


Um dos episódios mais alarmantes ocorreu em Timbé do Sul, no sul de Santa Catarina. De acordo com investigações policiais, eleitores teriam recebido cocaína em troca de votos durante uma campanha municipal.


O esquema funcionaria por meio do envio de fotografias do título eleitoral ou da comprovação de apoio político. Em troca, os envolvidos recebiam porções da droga avaliadas em aproximadamente R$ 50.


As investigações indicam que o candidato beneficiado conseguiu se eleger vereador e chegou a presidir a Câmara Municipal. O processo judicial avançou após denúncias e coleta de provas relacionadas ao tráfico e à compra de votos.


Especialistas alertam que a infiltração do crime organizado na política representa uma ameaça direta à democracia. Além da compra de votos, organizações criminosas buscam influência sobre contratos públicos, decisões administrativas e controle territorial.


Promotores afirmam que os impactos ultrapassam o período eleitoral. Quando grupos criminosos conseguem interferir na escolha de representantes públicos, serviços essenciais como saúde, educação e segurança tendem a ser afetados pela corrupção e pelo desvio de recursos.


Autoridades defendem uma atuação conjunta entre Justiça Eleitoral, Ministério Público, forças de segurança e inteligência financeira para rastrear o financiamento ilícito de campanhas e impedir o avanço do crime organizado nas eleições.


Entre as medidas sugeridas estão o reforço da fiscalização em áreas dominadas por facções, proteção a eleitores ameaçados e maior controle sobre movimentações financeiras suspeitas durante campanhas eleitorais.

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